O RESGATE de hoje definitivamente será menor do que o habitual, porém por bons motivos. Em uma das pesquisas e desenvolvimentos de coisas que estão por vir, me deparei com um item guardado na prateleira, que me recordou algumas memórias e com certeza irá RESGATAR memórias de outras pessoas.
Em época pré Copa do Mundo, existe um assunto que sempre vêm a tona, o álbum das Copas. Tradição da Panini e do torcedor brasileiro, o primeiro produzido pela empresa foi em 1961, para o campeonato Italiano, chegando em 1970 em Copas do Mundo.
Com aumentos de preço, facilitação no acesso e uma certa escassez na cultura de quase literalmente todas as pessoas colecionarem, chegamos em 2026, 56 anos após a primeira das edições, com um álbum que tem divido opiniões.
Porém o episódio de hoje tratou de RESGATAR uma das edições escondidas, e que guarda um valor sentimental para todos os brasileiros: o álbum da Copa de 2014.
Épico, homérico, grandioso, assim como aquela Copa foi. Talvez por ter acontecido em nossa terra, porém - particularmente - muito mais marcante por ter sido a última com a presença de algumas tradições como as pinturas em ruas, decorações, ações promocionais, a estética e claro o álbum.
Vamos direto ao ponto. E antes, como sempre, uma playlist para acompanhar as observações;
Ouso dizer que, com todo amor e respeito ao que foram as Copas seguintes esteticamente falando, porém nada conseguiu bater isso.
A esquerda pode ser observado o resquício de uma assinatura minha, ainda criança, para identificação do álbum na escola e por aí. Cores, fontes, o desenho da taça, tudo é irretocável.
Este ano infelizmente não tivemos uma das partes mais bonitas, os estádios. Isso dava uma sensação de imersão em todo o contexto da Copa, entendendo os diferentes estádios e suas cidades, algo que seria apresentado em próximas páginas.
Longe de saudosismo, isso parte mais de uma valorização da estética impressa nessa edição do que qualquer coisa.
Registros da tradicional área com as "FWC", figurinhas razoavalmente raras e que causavam certas intrigas nos intervalos da escola.
Me lembro que demorei algumas semanas pra completar esse álbum por conta de uma figurinha dessa parte.
Inconsistências dessa seleção em campo a parte, me pergunto, pensávamos mesmo que Hernanes e o Robinho iriam? O profeta claro, um grande jogador, mas Robinho anos antes do seriado Tremembé representava mais uma bússola quebrada sem um norte para essa seleção do que qualquer coisa.
A montagem dessa equipe merece uma pesquisa a parte.
Se tivesse que explicar para leigos, diria que essa seleção era como montar um filme dirigido por Scorsese, estrelado por Di Caprio, Al Pacino, o saudoso Marlon Brando, Brad Pitt, Katharine Hepburn e todos os grandes atores e atrizes da história do cinema.
Porém, esse filme não chegou a passar nos cinemas quase, sendo um fiasco e tendo que voltar aos estúdios e ser cancelado.
Talvez seja algo assim, uma seleção premiada com tantos craques, mas todos de "barriga cheia", ficaram pela fase de grupos.
E logo aqui, a geração de ouro chilena, que tratou de afundar os espanhóis por 2 a 0 e indo às oitavas de final.
Mais a frente, por uma bola chutada na trave eles não nos sacaram da Copa ainda no início das eliminatórias. Essa história é uma das melhores dessa Copa, ainda mais que, venceram duas Copa América em sequência logo após.
Uma dessas histórias é a da seleção Costa Riquenha, que chegou alcançou as quartas de final, caindo para a Holanda, passando ainda pelo grupo da morte com Uruguai, Itália e Inglaterra.
Quantos desses jogadores ficaram lembrados logo após?
Ao ir atrás dos nomes, claramente Keylor Navar, Campbell e Bryan Ruiz tiveram uma certa projeção, porém a grande maioria rodou por times medianos como o futebol iraniano, americano, segunda divisão da espanha, por aí vai.
E por falar em grupo da morte, chegamos em uma das seleções que seriam favoritas nesse tal grupo da morte.
Buffon, Bonucci, Chiellini, Thiado Motta, De Rossi, Pirlo, Balotelli. O que aconteceu com a formação de grandes jogadores por parte da Itália?
Bom, seria normal se estivéssemos falando de uma seleção formada por jogadores velhos em maior parte do elenco, e sem nenhum claro jovem para assumir espaços em todos os lados do campo.
Essa inclusive foi a última aparição da Itália em Copas, e claramente, nos álbuns.
E se falamos de uma geração que ainda aparentava ser boa, essa é a seleção da Argentina em 2014, que bateu final e quase "copou" em pleno Maracanã.
Sinceramente? Não se tratava de um timaço. Claramente um 10 e um 11 foras de série, com bons suportes como Aguero (que não representou pela sua seleção) Lavezzi, Maxi e Palacios.
Porém, souberam jogar uma Copa e sofrer em jogos chatos como contra a Holanda. Seleção histórica que ficou pelo caminho.
Todas as posições muito bem complementadas em nomes, e com uma história absurda em relação ao local de treino.
A campanha - tirando os 7 gols no Mineirão - não foi de todo uma supremacia, chegando inclusive a passar perrengue contra a Argélia nas oitavas. Mas Copa ainda diz mais sobre o saber sofrer, do que ser apenas dominante e vencer todos os jogos.
Todas as posições muito bem complementadas em nomes, e com uma história absurda em relação ao local de treino. Ao final de tudo, durante o RESGATE da edição pude me deparar com grandes craques que passaram por essa Copa, mas que passaram meio em branco alguns, e outros que não foram tão recordados por não erguerem o troféu.
Anos depois esse mesmo Kevin de Bruyne e seu companheiro Lukaku eliminariam o Brasil. Porém a essa altura, ainda eram jovens em formação.
Gerrard e Lampard, uma dupla de videogame, serviam Rooney no ataque. Ficaram na fase de grupos.
Didier e Touré, já eram campeões continentais com os elefantes, e não foram a frente nessa Copa.
Uma edição breve, apenas RESGATANDO um momento específico da história, que sempre me trás boas recordações. Cada história aqui merece ser contada melhor em um futuro, ou talvez contada por outras pessoas.
Como dito anteriormente, coisas grandes estão por vir, as próximas edições serão cada vez mais de expansão e experimentação em diferentes formatos e modelos de contar história.
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